Investimentos
Os principais tipos de investimento, em palavras simples
Um guia rápido para você chegar à conversa com o assessor sabendo o básico. Não é recomendação: o que faz sentido para você depende do seu perfil, dos seus objetivos e do seu prazo.
Antes de escolher, três perguntas
Para quê?
Reserva de emergência, um imóvel, a aposentadoria. O objetivo muda tudo.
Para quando?
Dinheiro que você vai usar no ano que vem pede escolhas diferentes do que fica dez anos aplicado.
Quanto sobe e desce você aceita?
Algumas pessoas dormem tranquilas com oscilações; outras, não. As duas estão certas.
Conheça cada tipo
Toque em um tipo de investimento para abrir a explicação.
Renda fixaVocê empresta dinheiro a um governo, banco ou empresa e recebe juros por isso.
Como funciona
A forma de remuneração é combinada no momento da aplicação: pode ser um percentual do CDI (a taxa de referência dos empréstimos entre bancos), uma taxa fixa ou uma taxa somada à inflação.
Os exemplos mais conhecidos são o Tesouro Direto (títulos do governo federal), CDB, LCI, LCA e debêntures (títulos de dívida de empresas).
- Previsibilidade
- Regras conhecidas desde o início
- Prazo
- De dias a muitos anos
- Resgate
- Varia: diário ou só no vencimento
O que observar
“Fixa” se refere às regras, não à ausência de riscos. O principal é o risco de crédito: a chance de quem emitiu o título não conseguir pagar. Por isso vale olhar quem está do outro lado.
Se você precisar resgatar antes do vencimento, o valor pode ser diferente do esperado, porque o preço dos títulos acompanha as taxas de juros do mercado. Alguns títulos nem permitem resgate antecipado.
CDB, LCI e LCA contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos – FGC, dentro dos limites dele. Tesouro Direto e debêntures não contam com essa garantia.
AçõesUma ação é uma pequena parte de uma empresa, negociada na bolsa de valores.
Como funciona
Quem compra ações vira sócio da empresa e participa dos seus resultados: pode ganhar com a valorização e com a parte do lucro que a empresa distribui aos acionistas (dividendos).
Os preços são formados todos os dias na bolsa, pelo encontro de quem quer comprar e quem quer vender.
- Previsibilidade
- Resultado não é conhecido de antemão
- Prazo
- Mais indicado para o longo prazo
- Resgate
- Venda em bolsa, em dias úteis
O que observar
O preço reflete o desempenho da empresa, o cenário econômico, no Brasil e no exterior, e as expectativas dos investidores. Em prazos curtos, as oscilações podem ser grandes, tanto para cima quanto para baixo.
Por isso, ações costumam fazer mais sentido para objetivos de longo prazo e para quem convive bem com a variação do saldo.
Distribuir o investimento entre várias empresas e setores reduz o peso que uma única empresa tem no resultado.
Fundos de investimentoUm fundo reúne o dinheiro de muitas pessoas, e um gestor profissional decide onde aplicar.
Como funciona
Ao investir, você compra cotas do fundo. O valor da cota acompanha o resultado dos investimentos que o gestor escolheu, seguindo as regras do regulamento.
Há fundos de renda fixa, de ações, multimercados (que combinam vários mercados), cambiais e outros. Cada um tem uma estratégia e um nível de oscilação diferente.
- Previsibilidade
- Depende da estratégia do fundo
- Gestão
- Feita por um gestor profissional
- Resgate
- Prazo definido no regulamento
O que observar
Leia a lâmina e o regulamento: eles mostram a estratégia, os riscos, as taxas (como a de administração) e o prazo para receber o dinheiro depois de pedir o resgate.
Fundos de investimento não contam com garantia do administrador, do gestor, de qualquer mecanismo de seguro ou do Fundo Garantidor de Créditos – FGC.
Para avaliar um fundo, olhe períodos de pelo menos 12 meses e compare com o indicador de referência dele.
Fundos imobiliáriosFundos que investem em imóveis, como escritórios e galpões, ou em títulos ligados ao setor imobiliário.
Como funciona
As cotas são negociadas na bolsa, como ações. Assim, é possível participar do mercado imobiliário com valores menores do que os de um imóvel inteiro.
Muitos fundos distribuem periodicamente aos cotistas parte do que recebem, como aluguéis.
- Previsibilidade
- Rendimentos e cotas variam
- Prazo
- Mais indicado para o longo prazo
- Resgate
- Venda das cotas em bolsa
O que observar
O valor das cotas oscila em bolsa e os rendimentos distribuídos podem variar. Imóveis vazios ou inquilinos que deixam de pagar afetam o resultado.
Vale entender em que o fundo investe, quem são os inquilinos e como os imóveis estão distribuídos.
Previdência privadaUm investimento de longo prazo, pensado para a aposentadoria ou outros objetivos distantes.
Como funciona
Os dois tipos de plano são o PGBL e o VGBL. A diferença está em como o Imposto de Renda incide, e a escolha depende de como você faz a sua declaração de IR.
O dinheiro do plano é aplicado em fundos próprios de previdência, que podem ser mais conservadores ou mais arrojados.
- Previsibilidade
- Depende do fundo do plano
- Prazo
- Pensado para muitos anos
- Resgate
- Possível, com regras do plano
O que observar
Compare as taxas do plano, como a de administração e a de carregamento, e entenda as regras de tributação antes de escolher.
O resultado depende dos investimentos do fundo do plano e não é garantido. Resgates em prazos curtos podem ter tributação maior, conforme o regime escolhido.
Investir no exteriorTer parte dos investimentos em outras moedas, como o dólar, e em outros mercados.
Como funciona
Investir fora ajuda a não depender só da economia brasileira, porque parte do patrimônio passa a acompanhar outras moedas e outros países.
Um caminho comum são os ETFs: fundos negociados em bolsa que acompanham um índice, como o de um conjunto de empresas. Seu assessor explica as alternativas disponíveis em cada instituição.
- Moeda
- Normalmente dólar
- Prazo
- Mais indicado para o longo prazo
- Atenção
- Variação do câmbio
O que observar
Além dos riscos do próprio investimento, existe a variação do câmbio: a alta ou a queda do dólar muda o valor do investimento quando convertido em reais.
A tributação e as regras de declaração são diferentes das dos investimentos no Brasil.
Conteúdo educativo, sem recomendação de compra ou venda de qualquer ativo. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos, inclusive de perda superior ao valor investido em algumas operações. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.
Fundo Garantidor de Créditos – FGC: a garantia ordinária é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por conjunto de depósitos e investimentos em cada instituição ou conglomerado financeiro, limitada a R$ 1 milhão a cada período de 4 anos. Mais informações em www.fgc.org.br.
Ficou com dúvida? Pergunte para quem entende.
A primeira conversa serve para nos conhecermos e entender o que você busca. Sem compromisso e sem pressa.


